
O número que dá arrepios: o número de civis mortos no Irão devido aos ataques dos EUA.
Após quase duas semanas de confrontos, a guerra permaneceu em pausa durante vários dias, mas as questões fundamentais entre ambas as partes continuam por resolver.
Cinco meses após o início das hostilidades, no passado dia 28 de fevereiro, os ataques dos Estados Unidos contra o Irão deixaram um balanço devastador: aproximadamente 1 700 civis morreram devido aos bombardeamentos de Washington, de acordo com uma análise detalhada publicada na segunda-feira pelo The New York Times.
Os ataques aéreos destruíram importantes obras de infraestrutura do país persa e agravaram a sua situação económica, escreve o jornal. Do lado norte-americano, pelo menos 18 militares perderam a vida, num conflito que o Pentágono estima ter custado 37 500 milhões de dólares.
Abril – Um cessar-fogo efémero
Trump anunciou um cessar-fogo a 7 de abril, mas a 11 de abril o vice-presidente J.D. Vance reconheceu o fracasso das negociações de paz no Paquistão.
O preço médio da gasolina nos EUA, que era de 2,98 dólares antes da guerra, subiu para 4,30 dólares por galão.
Junho – Falsas esperanças
A 14 de junho, ambos os governos chegaram a um acordo para reabrir o estreito de Ormuz, mas deixaram por resolver a questão do programa nuclear iraniano. O texto do memorando de entendimento revelou-se vago, com interpretações contraditórias.
Julho – Retoma das hostilidades
A 17 de julho, três soldados norte-americanos morreram num ataque iraniano a uma base militar na Jordânia. A 26 de julho, o Pentágono atualizou o balanço: 624 militares norte-americanos feridos e 18 mortos. Em meados de julho, Teerão informou que dezenas de civis mais morreram nos ataques perpetrados pelos Estados Unidos.
Pode partilhar esta história nas redes sociais:
Fonte:
