Venezuela

Venezuela: população manifesta-se para exigir o fim das medidas coercivas unilaterais dos EUA

Desde a Praça Morelos até ao centro de Caracas, milhares de pessoas manifestaram o seu apoio à gestão da presidente interina, Delcy Rodríguez, face às medidas coercivas e ao sequestro do presidente constitucional.

Nesta segunda-feira, 23 de março, uma manifestação com grande afluência tomou as principais avenidas de Caracas, a capital venezuelana, para exigir o fim imediato das sanções económicas. O Secretário-Geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello Rondón, liderou a mobilização, salientando que o levantamento destas medidas é vital para a plena recuperação dos serviços públicos.

Cabello afirmou que, sem o bloqueio, o Estado poderá optimizar directamente a assistência nos hospitais, o sistema eléctrico e a política salarial do país.

A jornada de protesto pacífico começou com uma concentração maciça na Praça Morelos, junto ao Museu de Belas Artes, percorrendo as avenidas México e Universidad até chegar à Praça Caracas. O vice-presidente de Mobilização do partido, Nahum Fernández, classificou a actividade como uma reafirmação da soberania nacional num momento histórico complexo. Fernández destacou que a unidade popular é o eixo central para consolidar o crescimento económico previsto no Plano das 7 Transformações (7T).

Um ponto central da mobilização é o apoio unânime à gestão da presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o Executivo após os bombardeamentos perpetrados pelos Estados Unidos contra a nação sul-americana no passado dia 3 de janeiro. Rodríguez mantém uma postura de firmeza diplomática, tendo instado recentemente a Administração de Donald Trump a eliminar as medidas unilaterais para normalizar as relações bilaterais.

Para o PSUV, a gestão da presidente encarregada representa a continuidade dos projetos sociais em meio à agressão externa. A marcha também serve de palco para denunciar o sequestro do presidente constitucional Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores por forças norte-americanas.

Os manifestantes e líderes políticos recordaram que o presidente se encontra detido ilegalmente em Nova Iorque desde o passado dia 3 de janeiro. Entre slogans de lealdade, os participantes exigiram a sua libertação imediata, classificando o acto como uma violação flagrante do direito internacional e da paz regional.

Por seu lado, a presidente da Câmara de Caracas, Carmen Meléndez, salientou que a resistência do povo venezuelano é fundamental para preservar a paz interna, apesar das provocações. Meléndez sublinhou que cada dia de mobilização é uma vitória frente àqueles que pretendem impor uma agenda de caos através do estrangulamento económico. A presidente da Câmara convidou os militantes a manterem-se mobilizados nos territórios para defender as conquistas alcançadas em matéria de habitação e segurança social.

Os porta-vozes do PSUV reiteraram que a Venezuela não representa uma ameaça para ninguém, mas sim um país trabalhador que exige respeito pela sua autodeterminação. Com o compromisso de aprofundar as 7T, o chavismo reafirmou que o caminho para a prosperidade definitiva passa necessariamente pelo fim da perseguição financeira global.

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