Organizações sociais da Argentina denunciam Milei por negligência para com as pessoas com deficiência
As organizações sociais, os sindicatos e as famílias de pessoas com deficiência rejeitam um projecto de reforma que visa reduzir as pensões e a assistência estatal, dando origem a queixas criminais contra o presidente argentino.
Organizações sociais, sindicatos, associações médicas e famílias na Argentina denunciaram, nesta terça-feira, 21 de abril, o presidente Javier Milei por negligência para com as pessoas com deficiência, face a um projecto de reforma e cortes na assistência social.
A iniciativa, que o Governo justifica como uma medida «contra a fraude», é considerada pelos queixosos como uma ofensiva para reduzir as pensões e a assistência estatal.
El Gobierno criminal de Milei mandó al Congreso una ley para terminar de destruir los pocos beneficios que le quedan a las personas con discapacidad. Un proyecto absolutamente cruel que le quita recursos a los que mas lo necesitan para que los funcionarios corruptos tengan mas… pic.twitter.com/0rwKlpBFJc
— Martín Dandach (@MartinDandach) April 20, 2026
Num caso sem precedentes, o presidente foi denunciado em tribunal por abandono de pessoas, incumprimento dos deveres do Estado e abuso de autoridade. As acções judiciais foram impulsionadas por sindicatos e trabalhadores do Hospital Garrahan, que denunciam um «ajuste brutal» em medicamentos, tratamentos e pensões.
Além disso, associações de pessoas com deficiência e familiares, representados pelo advogado Javier Garín, defendem que existe uma «política cruel, deliberada e sistemática» de retirar prestações sociais aos mais vulneráveis.
A actual legislação sobre assistência social, aprovada pelo Congresso em setembro passado após a rejeição de um vecto presidencial, nunca foi implementada pelo Poder Executivo.
Esta falta de aplicação agrava a situação de um setor que já enfrenta desafios significativos no acesso aos seus direitos adquiridos.
Karina y Javier Milei acusados de meter la mano en la lata, con un esquema de recaudación ilegal en ANDIS, ahora quieren hacer sospechosos a las personas con discapacidad con una Legislación totalmente inmoral.
— Pablo Grasso (@pablograssook) April 21, 2026
Estigmatizan a los vulnerables mientras la casta sigue recaudando. pic.twitter.com/D6RKX4hQEH
A jornalista Daniela Aza descreveu a situação como uma «política de abandono», enquanto as famílias exigem aos legisladores a rejeição imediata do projecto de lei que redefine de forma rigorosa o acesso ao sistema de pensões.
Perante o agravamento da crise, vários grupos convocaram uma mobilização nacional em frente à sede do Ministério da Saúde para esta quarta-feira, 22 de abril, às 11h00, hora local, com o objetivo de exigir a proteção dos direitos adquiridos e o fim dos cortes orçamentais no setor da deficiência.
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