A prefeita de Pichincha denuncia que Noboa destruiu a democracia no Equador
Criticou a perseguição judicial contra o movimento «Revolução Cidadã» e a prisão do presidente da câmara Aquiles Álvarez, que revelam a instrumentalização do poder contra a oposição no Equador.
A prefeita da província de Pichincha, Paola Pabón, proferiu um discurso veemente contra a Administração do presidente Daniel Noboa durante uma sessão solene para comemorar os 204 anos da Batalha de Pichincha. A funcionária denunciou que o Executivo nacional aplica uma estratégia de necropolítica orientada para destruir o sistema democrático.
A líder regional rejeitou as manobras institucionais levadas a cabo nos últimos meses pelos setores da extrema-direita para proibir e impedir a participação da oposição nas eleições. Pabón destacou especialmente a detenção do presidente da Câmara de Guayaquil, Aquiles Álvarez, como um exemplo do uso do aparelho estatal para neutralizar os adversários eleitorais.
El dogma neoliberal llegó con una receta fracasada, y los resultados son evidentes: más violencia, el peor registro de muertes violentas, deterioro de la salud y educación públicas.
— Paola Pabón (@PaolaPabonC) May 24, 2026
En Pichincha, creemos que el cuidado de la vida es el centro de la acción pública, y así… pic.twitter.com/d4mlHxfNfr
Durante a sua intervenção, a prefeita de Pichincha fez um balanço histórico dos efeitos que as políticas de corte neoliberal implementadas no país sul-americano nos últimos sete anos de gestão governamental tiveram. Segundo a sua análise, as sucessivas administrações de Lenín Moreno, Guillermo Lasso e Daniel Noboa agravaram a privação social e a violência civil.
Pabón apresentou números alarmantes sobre a realidade socioeconómica nacional, referindo que cerca de 2,8 milhões de equatorianos enfrentam uma situação de insegurança alimentar crítica. Denunciou também que a negligência do Estado mantém mais de 450 000 menores fora do sistema escolar e eleva os índices de homicídios intencionais.
Perante a sessão comunitária, Pabón exortou os movimentos populares e as organizações de esquerda a não permitirem a cooptação definitiva do Ministério Público e dos tribunais de justiça. A líder enfatizou a urgência de travar uma batalha ideológica pela liberdade de expressão face ao domínio informativo imposto pelas elites económicas.
Hace 204 años, en las faldas del #Pichincha vencimos al despotismo. Pero, hoy la batalla de Pichincha está más vigente que nunca porque se erigen
— Paola Pabón (@PaolaPabonC) May 24, 2026
nuevas tiranías y nuevos colonialismos.
En Pichincha no nos escondemos. No les tenemos miedo porque estamos junto a la gente.… pic.twitter.com/1rpOscGLBs
Apesar dos atrasos orçamentais do governo central, as autoridades provinciais entregaram condecorações a vários grupos sociais, artistas e activistas defensores dos direitos humanos.
Com este acto comemorativo, a Prefeitura de Pichincha reafirmou o seu compromisso com a promoção do desenvolvimento rodoviário, agrícola e sanitário em benefício das comunidades rurais.
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