A Venezuela promove a criação de milícias internacionalistas sul americanas
A Venezuela recebeu cartas de várias comunidades indígenas da América Latina oferecendo as suas forças para apoiar a defesa da soberania bolivariana.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse hoje em Caracas que aguarda a criação das Brigadas Milicianas Internacionalistas dos Povos Indígenas da América do Sul, uma força destinada a defender a soberania nacional diante de qualquer agressão externa.
O anúncio veio durante a comemoração do Dia da Resistência e Descolonização da América, em seu discurso diante da mobilização maciça de comunidades indígenas que marcharam na capital, para reafirmar sua defesa da paz e da integridade territorial.
Expansão nacional e articulação internacional
O chefe de Estado detalhou que a estratégia de defesa inclui dois eixos de ação simultâneos. Primeiro, instruiu o comandante da Milícia Bolivariana, MG Orlando Romero Bolívar, a “aprofundar e acelerar a expansão da Milícia Indígena Bolivariana em todos os territórios do país”.
Segundo, o presidente instruiu a criação de uma força de alcance continental. “Aspiramos que as brigadas de milícias internacionalistas dos povos indígenas de nossa América do Sul estejam satisfeitas, venham e defendam a Venezuela, se necessário”, disse Maduro.
Segundo o presidente, recebeu comunicações de várias comunidades indígenas da América Latina que ofereceram seu apoio e suas capacidades para contribuir para a defesa do projeto bolivariano, daí surgir sua proposta.

Defesa da soberania contra o imperialismo
Durante o seu discurso, o presidente alertou que a Venezuela não cederá às pressões externas. “Que os imperialistas saibam, nós somos o povo da ‘comechandella’ e eles nunca serão capazes conosco, nem para o bem nem para o mau”, disse.
Maduro enfatizou que a preparação para a defesa é o caminho para garantir a estabilidade. “Somos um povo que ama a paz, mas se você quer a paz, esteja preparado para vencê-la com a união popular-militar-polícia”, disse.
Por fim, o presidente confirmou que a ordem é “ganhar a paz, exercer soberania permanente em nosso território e mares, e defender o direito à vida do povo humilde, de nossos filhos e de nossa juventude”.
Fonte:



