Cuba exorta a construção de uma ordem internacional mais justa nos BRICS
Rio de Janeiro, Brasil, 7 de julho (Cuba Soberana) O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, exortou hoje o grupo dos BRICS a construir uma ordem internacional mais justa e inclusiva, com o objectivo de alcançar o desenvolvimento sustentável.
Foi o que afirmou o presidente ao intervir no debate sobre o “Fortalecimento do multilateralismo, assuntos económicos financeiros e inteligência artificial”, sessão da XVII Cimeira do BRICS, aberta a países membros, parceiros e convidados.
Nesse espaço, o presidente fez um apelo para não renunciar aos ideais de paz, diálogo, respeito mútuo, cooperação e solidariedade, em meio à complexa conjuntura que o mundo vive.
Os BRICS são hoje sinónimo de esperança, afirmou o chefe de Estado, ao reflectir que o grupo representa uma oportunidade para que o multilateralismo se salve do caos e da ineficácia “em que a arrogância de alguns” mergulhou a Carta das Nações Unidas.
“A organização octogenária (ONU) está perigosamente fragmentada e gravemente ameaçada por uma erosão progressiva do multilateralismo que se traduz em riscos elevados para a paz e a segurança internacionais”, alertou.
O presidente cubano denunciou que o governo dos Estados Unidos abusa do seu poder militar, económico e financeiro, ao mesmo tempo que demonstra total desprezo pelos princípios e normas do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas.
“É a mesma potência que apoiou as recentes agressões do governo de Israel contra o Irão e realizou um ataque direto à nação persa, com os bombardeamentos perpetrados contra três instalações nucleares”, afirmou.
Nesse sentido, o mandatário reiterou a sua solidariedade com o povo e o governo da República Islâmica do Irão diante da agressão de Israel, além de expressar a mais firme condenação ao genocídio em curso contra o povo palestino, também perpetrado pelas forças israelitas, em cumplicidade com os Estados Unidos.
Uma solução ampla, justa e duradoura para o conflito israelo-palestiniano é uma premissa indispensável para trazer a paz à região do Médio Oriente neste momento delicado para as relações internacionais, avaliou.
Perante este cenário internacional, o presidente Díaz-Canel instou à reforma da arquitectura financeira internacional e das suas instituições, que classificou como pouco transparentes e nada democráticas.
É também uma premissa indispensável, disse ele, uma governação mais inclusiva e democrática da inteligência artificial, que garanta o acesso de todos os países aos seus benefícios e evite o seu uso contrário à paz e ao direito internacional.
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