Ministro dos Negócios Estrangeiros revelará os recentes danos causados pelo bloqueio dos EUA a Cuba
Havana, 17 de Setembro (Cuba Soberana) O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, apresentará hoje um relatório sobre os mais recentes prejuízos causados pelo bloqueio económico dos Estados Unidos à nação caribenha.
De acordo com o anúncio do Ministério das Relações Exteriores através do seu site oficial e perfis nas redes sociais, Rodríguez apresentará às 11h30, hora local, a “actualização do relatório nacional sobre os efeitos do bloqueio dos EUA”.
O texto que será revelado pelo ministro das Relações Exteriores inclui os principais danos causados pela hostilidade do governo norte-americano à ilha entre 1º de março do ano passado e 28 de fevereiro deste ano, de acordo com a própria fonte.
A colectiva de imprensa para a imprensa nacional e estrangeira nesta capital será transmitida pelos canais Cubavisión, Cubavisión Internacional, Canal Caribe e Radio Habana Cuba, e também na página do Ministério das Relações Exteriores no Facebook.
A notificação oficial garante que a apresentação ocorrerá “em virtude da resolução 79/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, intitulada Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”.
É precisamente esse o título da proposta de resolução que Cuba apresenta todos os anos na Organização das Nações Unidas, que recebe apoio quase unânime.
A historiografia cubana precisa que o bloqueio económico, comercial e financeiro das administrações americanas começou em 1960 e cresceu gradualmente até prejudicar os interesses de países terceiros em 1992, quando a Assembleia Geral da ONU solicitou pela primeira vez a eliminação dessa política.
Esse pedido, repetido todos os anos desde então, junta-se ao mais recente pedido da maioria dos Estados e blocos de países para excluir Cuba da Lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo, elaborada unilateralmente por Washington.
Frequentemente, e a partir de vários cenários e plataformas díspares, as autoridades cubanas acusam os governos norte-americanos de utilizar o bloqueio com o objectivo de quebrar a economia, subverter a ordem institucional e derrubar o governo da ilha.
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