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Venezuela comemorou 214 anos de independência e reafirma a vigência do legado bolivariano

Caracas, 7 de Julho (Cuba Soberana). Altos funcionários venezuelanos reafirmaram o compromisso bolivariano de defender a integridade territorial contra qualquer interferência estrangeira, no Dia das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas.

A Venezuela comemorou neste sábado o 214º aniversário da Declaração de Independência e o Dia das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), em um dia que reafirmou o compromisso patriótico de defender a soberania nacional contra qualquer ameaça externa.

O Poder Legislativo realizou uma sessão solene para comemorar os 214 anos da assinatura da Acta de Independência, destacando o legado histórico dos heróis venezuelanos. A Assembleia Nacional prestou homenagem ao dia heróico que estabeleceu as bases da República, lembrando que aquele 5 de julho de 1811 marcou o início de uma nova era para a América Latina.

A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, presidiu a cerimónia de abertura do Arca, que guarda os livros do Congresso Supremo de 1811, onde repousa a Acta da Independência que marcou o nascimento da soberania venezuelana. O ato contou com a participação do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e outros altos funcionários do Estado.

Durante a sessão parlamentar, os deputados refletiram sobre a importância de preservar os valores fundadores da nação, enfatizando o compromisso do Estado venezuelano com a independência e a soberania territorial. O presidente da AN, Jorge Rodríguez, destacou a importância histórica da data e sua relevância para a construção do atual projecto bolivariano.

A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, presidiu a cerimónia de abertura do Arca, que guarda os livros do Congresso Supremo de 1811, onde repousa a Acta da Independência que marcou o nascimento da soberania venezuelana. Foto: Assembleia Nacional

O presidente Nicolás Maduro destacou nas suas declarações que a Venezuela cumpriu o legado dos pais fundadores, preservando «o bem mais precioso que nos deixaram: somos uma pátria livre, soberana, independente e, acima de tudo, em paz».

O chefe de Estado lembrou que, em 5 de julho de 1811, os fundadores da nação “declararam solenemente a independência absoluta das províncias unidas da Venezuela”, resolvendo “o dilema de continuar amarrados, ajoelhados diante do império criminoso espanhol, ou dar o passo da dignidade e da rebeldia”.

O presidente venezuelano evocou as palavras do comandante Hugo Chávez, que descreveu aquele 5 de julho de 1811 como o despertar de “um povo que era como o grande Lázaro, um coletivo, que não estava morto, mas despertando de um longo sono”.

FANB como garante da soberania

No Panteão Nacional de Caracas, o vice-presidente sectorial da Defesa e ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, ratificou que a FANB tem a missão constitucional de “proteger e garantir a independência territorial nacional”.

A cerimónia incluiu o hasteamento da bandeira nacional por cadetes da Universidade Militar Bolivariana da Venezuela, num ato que honrou a memória do Libertador Simón Bolívar, que, segundo Padrino López, «é o farol que guia a Revolução Bolivariana»”

As autoridades venezuelanas enfatizaram o compromisso do país com a paz, tanto nacional como internacional. “Viva a paz mundial, viva a paz na Venezuela, viva a Pátria e as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas”, expressou Padrino López durante a cerimónia.

O vice-presidente setorial de Política, Segurança Cidadã e Paz, Diosdado Cabello, juntamente com outros altos funcionários, participaram dos atos comemorativos que reafirmaram o compromisso bolivariano de manter a independência nacional.

As autoridades também recordaram as palavras proféticas do Libertador Simón Bolívar, que um dia antes da declaração de independência advertiu: “Vamos colocar sem medo a pedra fundamental da liberdade sul-americana. Hesitar é perder-nos”.

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