Caravana da Liberdade é relembrada em Cuba
Camagüey, Cuba, 5 de Janeiro (Cuba Soberana) A Praça da Liberdade nesta cidade cubana vibrou ontem com a reedição da entrada da Caravana da Liberdade, evocando o histórico dia 4 de janeiro de 1959.
Este domingo, relembrou-se novamente aquele momento, quando as tropas rebeldes lideradas pelo Comandante em Chefe Fidel Castro chegaram vitoriosas ao território que liga o centro ao leste da ilha.
A concentração massiva, protagonizada por milhares de camagüeyanos, constituiu não só um ato de memória histórica, mas também uma poderosa expressão de solidariedade internacional com a irmã República Bolivariana da Venezuela.
No mesmo local onde o líder da Revolução falou pela primeira vez ao povo desta província central, foi ractificado o apoio inabalável à Venezuela, diante das crescentes ameaças e agressões imperiais que tentam quebrar a sua soberania.
Os discursos e slogans do acto enfatizaram que a unidade entre Cuba e a Venezuela é um bastião de dignidade e resistência para toda a Nossa América, inspirada no legado integracionista de Simón Bolívar e José Martí.
A simbólica Caravana, que percorreu as ruas da cidade até a Praça, recriou a épica jornada de 1959, quando o Exército Rebelde levou a vitória revolucionária por toda a ilha, semeando a independência definitiva.
Analistas presentes destacaram que esta comemoração transcende o facto histórico, projectando-se como uma mensagem de força e coesão popular diante dos atuais desafios geopolíticos que a região enfrenta.
A reafirmação de que a América Latina e o Caribe são, e devem continuar sendo, uma Zona de Paz, livre de intervenções e conflitos bélicos, foi um dos pilares centrais da declaração de Camagüey.
Este ato de massas inscreve-se numa longa tradição de mobilização do povo cubano, que transforma as suas datas patrióticas em plataformas de apoio às causas justas dos povos irmãos, sob o princípio de que «a pátria é a humanidade».
A conexão histórica entre os dois povos foi destacada, lembrando que a solidariedade tem sido recíproca e constitui a base da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), como projeto de união alternativa.
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