Cuba

Cuba celebrou 63 anos de solidariedade médica internacional

Havana, 25 de maio - Cuba comemorou o 63.º aniversário do início da sua cooperação médica internacional, uma página de solidariedade que teve início com o envio da primeira brigada para a Argélia.

O primeiro-ministro Manuel Marrero destacou na rede social X que «desde então, mais de 605 mil profissionais de saúde cubanos prestaram assistência em 165 países».

O chefe do Governo sublinhou que a ilha, apesar das pressões dos Estados Unidos e das campanhas de manipulação contra a colaboração médica cubana, «continuará a levar saúde e solidariedade a todos os cantos do mundo que dela necessitem».

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, afirmou no X que esta cooperação é «uma demonstração do nosso compromisso solidário com a justiça social e a saúde dos povos do mundo».

«Hoje, quando o governo dos EUA insiste em manipular o trabalho solidário e humanitário dos nossos cooperantes e ameaça os países beneficiários, reiteramos o nosso compromisso de manter a nossa cooperação médica e apoiar aqueles que defendem a saúde como um direito de todas as pessoas», escreveu na plataforma.

A cooperação médica cubana, que há décadas enfrenta críticas e pressões por parte de sucessivos governos norte-americanos, tem sido reconhecida por organismos internacionais pelo seu impacto na redução da mortalidade infantil, na erradicação de doenças e na formação de profissionais de saúde em países de vários continentes.

Ao longo destes mais de 60 anos de trabalho, os médicos da ilha realizaram mais de 17 milhões 342 mil 150 intervenções cirúrgicas e cinco milhões 606 mil 400 partos.

Se não fosse pela intervenção oportuna dos profissionais cubanos em várias partes do mundo, mais de 12 milhões e 127 mil pessoas poderiam ter perdido a vida, explicam.

Na linha da frente contra catástrofes e epidemias está também, desde a sua criação, em 2005, o Contingente Internacional de Médicos Henry Reeve, que tem protagonizado algumas das maiores epopeias humanitárias em defesa da vida.

Os números revelam que 90 brigadas prestaram serviços em 55 países, com mais de 13 400 colaboradores a responder a crises sanitárias de grande magnitude.

Ao longo dos anos, estes médicos atenderam mais de 8 045 800 pessoas, realizaram 43 900 intervenções cirúrgicas e salvaram mais de 166 900 vidas.

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