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México: Sheinbaum defende a soberania nacional face à ingerência dos EUA

A presidente Claudia Sheinbaum reafirma a independência do México face aos pedidos de extradição de Washington, dando prioridade à soberania nacional e ao respeito mútuo na luta contra o crime.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu nesta segunda-feira, 18 de maio, a soberania nacional e descartou que a entrega voluntária de ex-funcionários aos Estados Unidos represente um risco, reafirmando que o seu governo não tem acordos com organizações criminosas.

A presidente descartou que a entrega voluntária às autoridades dos Estados Unidos dos ex-funcionários de Sinaloa Gerardo Mérida e Enrique Díaz represente um risco para a nação ou para o Movimento de Regeneração Nacional. 

Sheinbaum afirmou categoricamente que «eles decidiram entregar-se», ao mesmo tempo que reiterou a ausência de «qualquer tipo de acordo» com organizações criminosas por parte da sua administração. 

Estas declarações surgem num contexto de tensão crescente, depois de Washington ter apresentado, no final de abril, pedidos de detenção provisória para efeitos de extradição contra dez cidadãos mexicanos, incluindo o governador de Sinaloa, em licença, Rubén Rocha, sem apresentar provas claras. 

Perante esta situação, a Procuradoria-Geral da República (FGR) solicitou imediatamente as provas pertinentes ao país vizinho, sublinhando a necessidade de rigor jurídico e de respeito pelos processos internos.

Consequentemente, a Unidade de Informação Financeira (UIF) congelou preventivamente as contas bancárias de Rocha, dos seus filhos e de outros envolvidos, devido às relações operacionais inerentes entre bancos mexicanos e instituições financeiras norte-americanas. Esta medida preventiva insere-se na defesa da soberania económica e da integridade financeira do país.

Ao abordar a relação estratégica com o Governo do presidente Donald Trump, a chefe do Executivo mexicano salientou categoricamente que a colaboração em matéria de segurança deve basear-se estritamente no respeito irrestrito pela soberania do México. 

Numa posição clara, criticou a visão de setores da direita que, historicamente, têm promovido a intervenção de agências estrangeiras em território nacional, uma postura que prejudica a autodeterminação dos povos.

Sheinbaum destacou as prioridades que cabem a cada país no combate à criminalidade: ao México cabe agir exclusivamente através das suas instituições de aplicação da lei no território nacional, reafirmando a autoridade dos seus órgãos de segurança e justiça. 

Por fim, a declaração contundente da presidente Sheinbaum surge num contexto de investigações iniciadas pela FGR após terem sido relatadas a alegada participação de dois agentes norte-americanos numa operação realizada durante o mês de abril no estado de Chihuahua.

Este incidente sublinha a posição firme do México quanto ao respeito inegociável pela sua jurisdição e à rejeição categórica de qualquer forma de ingerência estrangeira no seu território, consolidando assim o compromisso com a autodeterminação nacional.

Fonte:

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